Orelhões de Campinas se transformam em obras de arte com a mostra de rua Call Parade

Exposição é um evento de rua que consiste em estilizar cúpulas de orelhões localizadas em pontos turísticos da cidade

Quem disse que os orelhões não estão na moda? Com estilo fashion e cheios de charme, os antigos aparelhos, repaginados, ganham, em Campinas, um novo visual no projeto Call Parade (que também causou sensação com as esculturas de vacas do projeto “Cow Parade”). A partir de 15 de outubro, 26 orelhões estilizados irão se transformar numa exposição a céu aberto. A realização é da Toptrends com patrocínio da Telefônica/VIVO.

A iniciativa foi um sucesso em São Paulo, e mudou a paisagem urbana de vários pontos da metrópole com novas cores e formas. O objetivo é chamar a atenção para os orelhões e conscientizar a população sobre a importância da preservação dos telefones públicos.

Em Campinas, serão 26 orelhões distribuídos em 2 circuitos que contemplam pontos de grande visibilidade, entre eles o circuito no entorno do Parque Taquaral, que engloba a Av. José de Souza Campos (Norte-Sul) e a Avenida Heitor Penteado, e o circuito Centro, que inclui o Largo do Rosário e as ruas próximas.

Campineiros levam o grafitti ao orelhão

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O coletivo New Family Crew, radicado em Campinas, conhecido por seus graffites, fará a intervenção no aparelho instalado na entrada principal do Parque Taquaral. Os artistas Daniel Araujo de Almeida e Ângelo Bueno Borgonovi – conhecidos por Dimi e Moai – optaram por levar ao projeto um pouco da arte que fazem nas ruas, com um estilo próprio, considerado o original do grafitti. Letras vetorizadas, formas geométricas, cores fortes e diferentes texturas fazem parte do projeto que, segundo eles, imprime uma linguagem jovem e urbana. “Existe muito preconceito acerca do grafitti e da arte de rua. Nós queremos, por meio deste projeto, valorizar justamente a essência do nosso trabalho, mostrar o que é o grafitti na realidade”, explica Dimi.

Sempre atuante nas ruas com trabalhos marcantes, desde 2001, a New Family Crew já chamou a atenção de grandes empresas, pelo estilo e qualidade, com trabalhos em parceria com marcas como Fiat Tempo, Sesc, Centro Cultural BRA-EUA, Red Bull e Sanasa.

O projeto reúne ainda os artistas Cadu Mendonça, Zilando Freitas, Diego Rossi Peres, JP, Titina Corso, Bruno Paiva, Danyael Lopes, Eloi de Souza, Renato Ribeiro, Ricardo Tatoo, Cris Campana, Claudio Tozzi, Flávio Scocco de Abreu, Locones, Ana K, Danilo Roots, Cako Martin, Bruno Brito, Fernanda Guedes, Maramgoní, Eduardo Kobra, Julia/Ricardo, Mi Castelani, Vitor Rolim, Kiko Cesar, Luiz Roberto de Almeida e Felipe Madureira.

Os circuitos

Circuito Centro Circuito Taqural

O Telefone Público no Brasil

Quem nunca utilizou um orelhão? Pelo menos uma vez na vida esse acessório público nos ajudou a resolver problemas urgentes ou nos permitiu matar as saudades de conversar com quem amamos.

O Telefone Público há muito já se consolidou como ferramenta fundamental para a comunicação. Ele faz parte da vida da população brasileira desde 1920, quando já se tinha notícia sobre a utilização de aparelhos conhecidos como semipúblicos. No entanto, foi em 1934 – quando a Companhia Telefônica Brasileira (CTB) instalou na cidade de Santos, em São Paulo, os primeiros Telefones Públicos de Pagamento Antecipado – é que sua história começou de verdade.

A princípio, os Telefones Públicos ficavam em postos telefônicos e estabelecimentos credenciados, como bares, cafés e padarias. Junto a eles havia uma caixa coletora de moedas, e as ligações eram realizadas com a ajuda de uma telefonista.

Somente no ano de 1971 os Telefones Públicos começaram a ocupar as calçadas. Primeiro foram instaladas em São Paulo 13 cabines circulares feitas com vidro e acrílico. Essa experiência não deu muito certo, porque as cabines eram usadas inadequadamente. Mas, ainda assim, era preciso encontrar uma alternativa eficaz, resistente e econômica para atender à população.

Da moeda ao cartão

Foi um longo caminho até chegar ao modelo atual. Em 1934, para fazer uma ligação era necessário ter uma moeda de 400 réis. Porém, com a mudança da moeda brasileira em 1945, foi necessário mudar também o dispositivo interno dos telefones, que passaram a receber duas moedas de 20 centavos.

Para evitar o retrabalho de alterar a configuração dos aparelhos toda vez que a moeda do país fosse modificada, foi criada a ficha telefônica. Os usuários adquiriam as fichas em postos de venda e com elas realizavam suas ligações.

Ainda assim o problema não foi solucionado, pois cada companhia possuía modelos de fichas exclusivos, de acordo com a localidade. Ou seja, quem adquiria as fichas em uma cidade, não conseguiria utilizá-las em outra.

Foi então que em 1964 a CTB criou um modelo de ficha padrão, que poderia ser utilizado em todo território atendido pela companhia. As fichas foram utilizadas até o ano de 1992, quando o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Telebrás – CPqD – criou o cartão telefônico que vai subtraindo os créditos de acordo com o tempo de ligação. Esse cartão é utilizado até os dias atuais.

Em busca de uma solução

Em 1970 a arquiteta e chefe da Engenharia de Prédios da CTB, Chu Ming, percebeu que a empresa buscava uma alternativa para substituir as cabines cilíndricas. Foi assim que ela deu início a um projeto onde um abrigo oval em fibra de vidro era acoplado a um suporte de metal. Ideal para atender à necessidade da empresa.

Mas, por que esse formato? Chu Ming sabia que a melhor forma acústica era o ovo. Além disso, ela queria que seu projeto levasse simplicidade e conforto sem custar mais caro. Isso justifica não só o formato, mas também o material escolhido para a construção dos orelhões. A fibra de vidro é bem mais barata que os outros materiais (vidro e acrílico), ocupa menos espaço e se adequa perfeitamente ao o clima tropical do Brasil, já que é mais arejada. Além disso, oferece bem mais resistência que as cabines cilíndricas testadas anteriormente. Argumentos não faltavam para que o projeto fosse aprovado e executado com louvor, e assim aconteceu.

Os orelhões – como são popularmente conhecidos – foram testados pela primeira vez em 1971, quando 13 cabines foram distribuídas pela cidade de São Paulo. Em 1972 eles foram definitivamente apresentados à população brasileira e instalados em maior escala nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e posteriormente em outras do país. No ano em que foi criado o orelhão, a CTB registrava 4.200 aparelhos pelo Brasil. Hoje são mais de 52 mil.

Sobre a Telefônica | Vivo

A Telefônica|Vivo é a maior empresa de telecomunicações do País, com 89 milhões de clientes, 73 milhões apenas na operação móvel, em que detém o maior market share do segmento (29,85%) em âmbito nacional. A empresa está presente em mais de 3,7 mil cidades , mais de 2,7 mil delas com acesso à rede 3G. A empresa tem hoje cerca de 20 mil colaboradores diretos.

O Brasil, onde atua desde 1998, é a maior operação mundial da Telefônica em número de clientes e empregados diretos (mais de 100 mil). As principais empresass são Telefônica Brasil (Telefônica | Vivo), Atento (call center) e Terra (provedor e portal de internet). O Grupo é um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo, com presença em 25 países, 306,6 milhões de clientes, 286 mil empregados e receitas de 62,8 bilhões de euros (2011). Os investimentos previstos para o Brasil no período 2011-2014 totalizam R$ 24,3 bilhões.